Oque é Luthier

É muito provável que você já ouviu a palavra luthier e também deve saber que é um profissional que constrói e/ou faz reparos em instrumentos musicais.

Mas um luthier é muito mais que isso…

A palavra luthier é francesa e derivada de luth, que significa alaúde, um antigo instrumento de cordas que existe possivelmente desde antes mesmo da era cristã.

O termo se restringe ao profissional que trabalha especialmente com instrumentos de cordas, mas hoje em dia está popularmente divulgado como o profissional que conserta ou constrói instrumentos musicais.

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Da mesma forma que levamos nosso carro a um mecânico de confiança ou a uma concessionária credenciada, os músicos acabam escolhendo um luthier para cuidar dos seus instrumentos. Na maioria das vezes conhecemos estes profissionais por indicação de algum colega e assim, conhecemos mais de um profissional. Tal conhecimento nos dá a capacidade de avaliar e escolher aquele luthier que mais nos agradou com sua arte.

Um bom luthier, normalmente é apaixonado pela música e pelos instrumentos aos quais se dedica, e assim é capaz de compreender que quando um músico leva seu instrumento para fazer um reparo, guardadas as devidas proporções, é quase igual a levar um animal de estimação ao veterinário, pois para o músico, seu instrumento é sua ferramenta de trabalho, é o que lhe satisfaz e lhe proporciona um  grande prazer e felicidade.

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Sabendo da importância deste profissional, tanto para os músicos, quanto para a própria música, é que nós do Núcleo Villa-Lobos, nos preocupamos em tratar bem nossos instrumentos. E para cuidar dos nossos violões, guitarras, violinos e contrabaixos é que escolhemos a Italo Luthier. Neste ano em que completamos 45 anos de ensino e pioneirismo na educação musical, firmamos mais esta parceria que irá beneficiar a todos os envolvidos. A Italo Luthier nos recebeu muito bem e tratou muito bem dos nossos instrumentos, oferecendo também algumas facilidades como o orçamento domiciliar e um ótimo preço dentro deste mercado.

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Nossas guitarras e violões receberam um tratamento vip e voltaram novinhos para que nossos alunos e professores pudessem melhor usufruir dos momentos musicais que vivenciamos aqui dentro da escola.

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Damos as boas vindas à Italo Luthier e desejamos que esta parceria seja duradoura e muito musical!!!

Viola Caipira

viola caipira é conhecida por diversas denominações, conforme sua distribuição geográfica no país. Este instrumento de cordas pode ser também intitulado viola sertaneja, nordestina, cabocla ou brasileira. Ela é muito comum na porção interior do Brasil, e é considerada um dos ícones da música popular brasileira.

Esta viola descende das violas de Portugal, por sua vez originárias de artefatos musicais da Arábia, tais como o alaúde. Ela provém diretamente da guitarra latina, a qual igualmente deriva das árabes e persas. Os instrumentos portugueses desembarcaram em território brasileiro pelas mãos dos colonos da metrópole portuguesa; aqui ela foi utilizada pelos jesuítas na doutrinação religiosa dos nativos.

Quando os primeiros mestiços passaram a fabricar violas com madeiras rústicas brasileiras, nasceu a viola caipira. A matéria-prima mais comum é o pinho, mas o jacarandá e algumas outras modalidades podem também ser usadas na confecção deste instrumento.

A forma como ela é executada é distinta do toque de um violão normal, pois suas cordas são tangidas não uma de cada vez, como neste instrumento, mas sim de duas em duas. A afinação dos dois artefatos também é diferente, pois na viola geralmente são realizados acordes abertos, como Ré maior ou Sol menor, o que não acontece quando o violão é afinado. Conclui-se, portanto, que apesar do formato de ambos ser quase sempre semelhante, há mais diferenças entre eles do que similitudes.

Pode-se afirmar que o tamanho da viola, que é bem menor, é a principal distinção; além disso, ela é um instrumento singular, por seu posicionamento das cordas – 10 delas conectadas aos pares, resultando em 5 parelhas. As duas simetrias mais agudas são afinadas no mesmo conjunto de sons, a mesma nota em altura idêntica. Os outros pares são apurados em oitavas, ou seja, nota igual, com distintas alturas de uma oitava.

O executante da viola caipira usa suas cordas bem frouxas, o que, ao lado do processo de afinação, da forma de se extrair sons destacados, e de seu toque, lhe confere uma sonoridade única. Como suas cordas são fabricadas com o aço, demanda-se o uso de palheta, dedeira ou então longas unhas para sua execução.

Há inúmeras lendas e narrativas sobre os violeiros e particularmente sobre a forma como eles afinam a viola. A modalidade Cebolão proviria do tradicional choro feminino, despertado com a música extraída da viola. A apuração Rio Abaixo provém da história de que era comum o Diabo – crê-se que os tocadores deste instrumento fazem um pacto com ele – navegar pelos rios tangendo a viola neste tipo de afinação, atraindo as jovens e levando-as com ele.

A habilidade de tocar viola é considerada como um talento sagrado, mas as lendas afirmam que um violeiro pode conquistar esse dom através da magia ou de simpatias, como a da cobra-coral. Outro caminho é o das orações na beira da sepultura de um violeiro já morto, na sexta-feira da Paixão. Sem falar no célebre acordo com o Diabo.